PING PONG: Ministério da Saúde esclarece mudanças na Caderneta de Vacinação


RREPÓRTER: 2016 já começa com mudanças na caderneta de vacinação em todo o país. Quem vai explicar as alterações é a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues. Acompanhe agora:

Quais foram as mudanças que foram feitas na caderneta de vacinação? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “A vacina de pólio, que a terceira dose era feita com a gotinha, agora passará a ser com a vacina injetável. Com a vacina da pneumonia que era de três doses, agora será de duas doses. A vacina de meningite continua sendo as duas; aos três e cinco meses, mas a dose de reforço que era feita aos 15 meses passará a ser feito agora aos 12 meses. A vacina HPV, que antes era três doses para as meninas de nove a 13 anos passa agora a ser duas doses.”

Por que houve mudanças na caderneta de vacinação? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “A medida que essa vacina é introduzida nos programas nacionais de imunização e que há um grande quantitativo de pessoas, os pesquisadores começam a acompanhar como é que essa vacina se comporta na população em geral. E aí se avalia, se aquelas doses iniciais eram suficientes, se há necessidade de um reforço adicional ou se inclusive pode diminuir o número de vacinas com a mesma eficácia, foi isso que aconteceu. Então, com o objetivo de melhorar a efetividade do programa e garantir, realmente, uma melhor cobertura, nós estamos preconizando agora duas doses, tanto para a pneumonia quanto para o HPV.”


Existe risco da eficácia da vacina contra o HPV ser ameaçada com o fim da terceira dose ? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “Não, nenhum. Inclusive no caso do HPV, hoje ela é recomendada na própria bula da vacina para as meninas de nove a 13 anos. Acima de 14 anos, as mulheres que forem tomar a vacina, e principalmente as mulheres HIV positivo que podem tomar a vacina no SUS, também, elas têm que ser de três doses. Então, a diminuição de duas doses é só para as meninas de 9 a 13 anos, aonde os estudos mostraram que para esse grupo que a gente teria a mesma eficácia.”

Os pais podem ficar tranquilos com a alteração no número de doses de algumas vacinas, com a de pneumonia, por exemplo ? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “Houve uma extensão. Porque, ela só era dada até 23 meses e agora ela passa a ser dada até quatro anos de idade. A dose de reforço. Então, nós expandimos a oferta da vacina. O que houve a diminuição foi na vacina de pneumonia, que antes eram três doses e um reforço, e agora passou a ser de duas doses, mas o reforço. Mas, os pais podem ficar tranquilos, porque os estudos mostram que com essas três doses que com essas três doses as crianças vão estar garantidas da eficácia da vacina. É importante que os pais precisam completar o esquema de vacinação. As crianças precisam ter essas duas doses, mas a dose de reforço, porque só dessa forma elas estarão protegidas.”

A vacina da dengue não será produzida no Brasil, uma fábrica foi construída na França só para produzir o medicamento, com capacidade de produção de 100 milhões de doses.

A vacina injetável contra a pólio é mais eficaz do que a oral? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “Não, a eficácia é a mesma. A diferença é na forma da vacina. O Brasil já está se preparando para quando chegar em 2018, quando houver a erradicação global da pólio, nós temos o esquema completo das três doses já serem com a vacina inativada. E principalmente, com essas três doses a criança estará protegida 100% contra a poliomielite. E as doses de reforço é uma garantia a mais de proteção, por isso a necessidade de ser na forma oral.”

Há previsões de mais mudanças na caderneta de vacinação? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “Neste momento, não. Agora a medida é que a gente tenha mais evidências científicas. Às luzes dos trabalhos que serão publicados pelos pesquisadores, nós avaliaremos junto com os comitês dentro do Ministério da Saúde e as sociedades que trabalham junto com o ministério: a sociedade de infectologia de pediatria, a de imunização entre outras e a gente sentar juntos e avaliar se os trabalhos publicados, eles nos embasam para que aconteça mais mudanças


Quais são as expectativas do Ministério da Saúde com essas mudanças? SONORA: coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues “Que a gente consiga ter uma maior efetividade do programa atingir elevadas coberturas vacinais, porque quando a gente diminui o número de doses aplicadas, as chances de se ter elevadas coberturas aumenta. Então, há uma maior adesão ao programa, e com isso se espera, realmente uma maior efetividade no programa e que a gente consiga ainda manter elevadas coberturas vacinais e fazer com que doenças eliminadas continuem eliminadas e que as erradicadas, continuem erradicadas.” REPÓRTER: Para saber mais sobre as mudanças na caderneta nacional de vacinação, acesse o site do Ministério da Saúde. O endereço é: www.saude.gov.br Reportagem, Victor Maciel

Fonte: portalsaude.saude.gov.br