Veja o que muda no calendário de vacinação em 2017




Você sabia que houve mudanças no Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde? Foram alteradas as recomendações para Hepatite A, dTpa Adulto, Tríplice e Tetra Viral, além das vacinas divulgadas no final do ano passado: HPV e Meningocócica C. As modificações acontecem com frequência, sempre levando em conta estudos e pesquisas científicas que apontam a necessidade de incluir novos grupos e ampliar a oferta de vacinas.

Segundo a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações, “esta ampliação permite aumentar a proteção às doenças imunopreveníveis, conforme os grupos definidos, além de elevar as coberturas vacinais, diminuindo assim a população suscetível a essas doenças”.

Hoje o Ministério da Saúde oferece gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS), 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que atendem todas as idades. Cerca de 300 milhões de doses são ofertadas para combater mais de 20 doenças.

Veja a seguir as novas recomendações para vacinas:

Hepatite A
Como era antes: Uma única dose da vacina ofertada para crianças com até dois anos.
Como é agora: É recomendado a criança receber uma dose aos 15 meses de idade. Para aquelas que perderam a oportunidade de se vacinar, terão a chance de receber essa vacina até os cinco anos incompletos.

Varicela
Como era antes: Uma dose entre 15 meses e dois anos de idade incompletos.
Como é agora: Uma dose entre 15 meses de idade. Para aquelas que perderam a oportunidade de se vacinar, terão a chance de receber essa vacina até os cinco anos incompletos. É importante reforçar que a vacina tetra viral só pode ser tomada por crianças que comprovam ter recebido a primeira dose de tríplice viral. Esquema vacinal: 1ª dose de tríplice viral; 2ª dose tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) ou tríplice viral ((sarampo, rubéola, caxumba) + varicela

HPV
Como era antes: Vacina era ofertada apenas para meninas entre 9 a 13 anos, e mulheres com HIV entre 9 e 26 anos.
Como é agora: Além das meninas e mulheres, a vacina também passa a ser ofertada para meninos entre 11 a14 anos, homens vivendo com HIV entre os 9 e 26 anos de idade, e imunodeprimidos (transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos) e meninas até 14 anos. Até 2020, idade de vacinação será ampliada progressivamente até englobar crianças e adolescentes entre os 9 e 13 anos.

Meningocócica C
Como era antes: Duas doses da vacina eram administradas para crianças entre três e cinco meses, com um reforço para crianças entre os 15 meses e dois anos incompletos.
Como é agora: Duas doses da vacina serão administradas para crianças entre três e cinco meses, com um reforço para crianças até cinco anos incompletos. Também há mais uma dose para adolescentes entre 12 e 13 anos de idade. Até 2020, a idade será ampliada progressivamente até englobar crianças e adolescentes entre os 9 e 13 anos.

Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola)
Como era antes: Adultos recebiam a segunda dose até os 19 anos, ou uma dose única entre 20 e 49 anos de idade.
Como é agora: A segunda dose passa a valer até os 29 anos de idade, e a dose única da vacina fica disponível para adultos entre 30 e 49 anos.

dTpa Adulto (acelular)
Como era antes: A vacina que protege contra a difteria, tétano e coqueluche era recomendada para gestantes a partir da 27ª até a 36ª semana de gestação.
Como é agora: A vacina pode ser tomada a partir da 20ª semana de gestação. É importante lembrar que tomando a vacina durante a gravidez, a mãe transfere os anticorpos para o feto, evitando que ele contraia a coqueluche. As mulheres que perderam a oportunidade de receber a vacina durante a gravidez podem recebê-la durante o puerpério (até 45 dias após o parto).

RESULTADOS - Com essas mudanças no Calendário Nacional de Vacinação, a expectativa é aumentar a vacinação na infância, protegendo mais contra doenças, além de aumentar a imunidade dos adolescentes e reduzir a ocorrência das doenças imunopreveníveis; Já na alteração para os adultos, os objetivos são: contribuir para a redução da incidência da caxumba em adultos jovens, bem como manter eliminada a rubéola e o sarampo no país; aumentar a oportunidade de vacinação durante a gestação e proporcionar proteção para os bebês contra a coqueluche por conta dos anticorpos que são transferidos da mãe para o feto. A vacinação no puerpério visa o resgate das mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez. No entanto, a vacinação no puerpério só deve ser feita em última instância, pois não haverá transferência de anticorpos para a criança, diminuindo assim a proteção para o bebê.

RECOMENDAÇÕES - A disponibilidade das vacinas segue as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação e a situação vacinal encontrada para a criança, adolescente, adulto e idoso. Estas pessoas devem ser avaliadas nos postos de vacinação para que a situação vacinal encontrada seja atualizada, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. No entanto, é importante destacar que algumas vacinas têm uma faixa etária específica e grupos prioritários para a vacinação, e por questões de segurança do produto ou de recomendação do calendário, não podem ser disponibilizadas em momentos diferentes daqueles estabelecidos.

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